Juazeiro do Norte-CE: Diocese tenta na justiça anular venda de terreno feita pelo Monsenhor Murilo


Fonte: Miséria Demontier Tenório

Uma polêmica que já tomou o caminho da justiça e promete se estender certamente deixando “feridas”. Nesta terça-feira, a Diocese de Crato convocou a Imprensa para informar sobre o trâmite de ação judicial que pleiteia a anulação da venda de uma área de 750 mil m² pertencente à Paróquia de Nossa Senhora das Dores. A transação foi feita pelo Monsenhor Murilo de Sá Barreto em 2002 – cinco anos antes da sua morte – junto à empresa FP Empreendimentos Imobiliários pertencente a Francisco Pereira da Silva.

Hoje transformada no loteamento Vila Real II o terreno teria custado algo em torno de R$ 200 mil e tem valor estimado, atualmente, em R$ 18 milhões. Os advogados da Diocese, Iarley Macedo e Rósseo Augusto, estão à frente da ação contratados que foram pela Diocese e alegam irregularidades na procuração concedida ao Monsenhor Murilo. Apegado nesse pretexto, eles tentam invalidar o negócio.

O advogado Rósseo Augusto, entretanto, adianta que a anulação não deve representar prejuízos para eventuais compradores dos lotes. A área fica situada no antigo Sítio Porteiras, imediações do Atacadão e foi avaliada pela Prefeitura de Juazeiro, na época, por R$ 1,3 milhão. O advogado falou ao Site Miséria sobre a tramitação dessa ação na justiça. OUÇAM

Já a FP Empreendimentos Imobiliários se defende alegando não ver razões para a ação anulatória do negócio. Por meio do advogado Paolo Quezado, a empresa tenta manter o negócio. Quem também pensa da mesma forma é o Tabelião do Cartório Machado, Paulo Machado. Na entrevista ao Site Miséria, ele disse que o Monsenhor Murilo sempre teve o poder de compra e venda de imóveis pertencentes à Paróquia. OUÇAM

A entrevista coletiva foi acompanhada por parentes e amigos do Monsenhor Murilo. Um deles, o empresário Expedito Costa disse que testemunhou essa transação há nove anos e considera que o negócio foi correto. Conforme acrescentou, o monsenhor Murilo vendeu o terreno, porque a Diocese temia perdê-lo ante a possibilidade de invasões por parte dos chamados sem-tetos. A princípio, o juiz titular da 2ª Vara da Comarca de Juazeiro, Erick Omar,determinou a suspensão nas vendas de áreas do loteamento.

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