Crato-CE: Bárbara de Alencar é homenageada

A honraria foi proposta pela Câmara Municipal do Crato, sendo votada e aprovada por unanimidade. A guerreira, nascida em Pernambuco, será representada pela primeira- dama da cidade, Mônica Araripe (Foto: Reprodução)

No aniversário de sua morte, Bárbara Pereira de Alencar irá receber o título de Cidadã Cratense e passará a ser reconhecida como a heroína nacional, nos termos do projeto de Lei número 522/2011, que determina a inscrição de seu nome no livro dos Heróis da Pátria.

Para celebrar o reconhecimento, hoje, na Câmara Municipal de Vereadores do Crato, haverá uma extensa programação, que terá início às 17 horas, com uma missa para relembrar os 180 anos do falecimento. Logo após será lançado um selo comemorativo da inscrição do nome dela o Livro de Heróis da Pátria. Já à noite, sua biografia, abordada na obra “Brabos Retumbantes de Uma Vida”, será lançada no Teatro Salviano Arraes Saraiva, onde também vai ser concedido a entrega do título. Bárbara será representada pela primeira-dama da cidade, Mônica Araripe.

A honraria foi proposta pela Câmara Municipal ainda em 2009, e votada e aprovada por unanimidade no mesmo ano. A guerreira nascida no Estado de Pernambuco mudou-se para o Crato na mocidade, logo após casar-se com o comerciante português José Gonçalves dos Santos, com quem teve três filhos, Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, José Martiniano Pereira Alencar e padre Carlos José dos Santos, todos revolucionários.

Foi no solo cearense que ela planejou a instituição de um sistema republicano de governo. Em 1817, durante a Revolução Pernambucana, que visava a emancipação do Brasil em relação a Portugal, Bárbara de Alencar, Tristão Gonçalves e José Martiniano idealizaram o Decreto de Independência do Crato, que libertou a cidade da Coroa Portuguesa por sete dias.

O fato foi considerado inédito na história do País, mas as narrativas oficiais não ressaltam essa participação. Devido à sua luta política, Bárbara de Alencar projetou nacionalmente o nome do Município de Crato. Seus ideais renderam-lhe a alcunha de a primeira prisioneira política do Brasil. Mas, apesar de sua contribuição histórica, atualmente, na cidade, ela é lembrada apenas por dar nome a dois estabelecimentos comerciais e a uma rua. Além de uma placa no palco da mobilização da época, a Igreja da Sé e por uma Comenda de Destaque, oferecida pela Câmara de Vereadores. O Museu Histórico da cidade do Crato dispõe de um pequeno acervo da guerreira. Entre as peças estão um aparelho de jantar e uma foto pintada a carvão de José Martiniano. Já o prédio que foi a residência de Bárbara, hoje abriga a Secretaria da Fazendo do Estado (Sefaz).

Politização

Depois da morte de Bárbara de Alencar, o Crato tornou-se uma cidade mais politizada. Lideranças políticas como Miguel e Violeta Arraes foram influenciados pelo pensamento da revolucionária. Com o destaque da entrega do Título de Cidadã Cratense e Heroína Nacional, a história da cidade deverá ser retomada, proporcionando maior interação e, também, conhecimento para as novas gerações.

Para a historiadora Alexandra Bandeira, que está elaborando um documentário sobre a vida de Bárbara de Alencar, o título poderá representar o primeiro passo para uma mudança do compreensão dos fatos históricos. “É importante que a população conheça a conjuntura política da cidade. Só queremos que Bárbara de Alencar seja reconhecida pela mulher que ela foi”, afirma a historiadora.

Mais informações:

Câmara de Vereadores do Crato
Avenida Duque de Caxias- 714
Bairro; Centro- Crato
Telefone: (88) 3523.2749

Fonte: Diário do Nordeste

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