Juazeiro do Norte-CE: Município estuda privatizar hospitais; internautas desaprovam a ideia

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Robson Roque///miseria.com.br
“Essa é a tendência natural”, diz prefeito Raimundo Macedo sobre privatizar hospitais. (Foto: Arquivo/Agência Miséria)
Em entrevistas a emissoras de rádio locais o Prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, reafirmou o pensamento de terceirizar hospitais do município. Para o gestor municipal essa deve ser a tendência já que a administração esbarra em dificuldades financeiras.

“Essa é a tendência natural, fazer como é o Hospital Regional, o Valdemar de Alcântara (em Fortaleza). Fica melhor pra gente fiscalizar, acompanhar, para que a gente possa, com certeza ter uma visão melhor”, disse.

Raimundão destacou que privatizar os hospitais São Lucas e Maria Amélia trará um ganho para o município já que, para ele, os custos serão menores. O prefeito sugeriu um estudo e disse que fará uma análise de “antes e depois” em relação aos gastos.

“Barateia. Com certeza, por incrível que pareça, você pode mandar fazer os custos antes e os custos depois que saem menos e você tem a maneira de você acompanhar que é muito melhor”

Sobre o Maria Amélia, o prefeito afirmou que “a tendência ao longo do tempo é fazer isso (privatizar)”. “A gente primeiro faz a análise do que nós gastamos hoje e fazemos a análise do que vamos gastar depois. A prefeitura já tem dificuldade para pagar os custos de hoje, se for para aumentar não vai ter condições de pagar”, finalizou.

Internautas desaprovam a privatização

Através de enquete realizada pelo Site Miséria desde a última sexta-feira (1/8), internautas desaprovaram o pensamento de privatizar essas unidades de saúde. Ao questionamento “Raimundão pensa em privatizar hospitais públicos. Você concorda?”, a maioria foi contra.

Oitenta e dois por cento (82%) disse “Não” a esta ideia, enquanto 17,58% foi favorável. Do total de 364 participações, 300 votos eram desfavoráveis e somente 64 concordam com o prefeito.

Comentários

Os comentários recebidos na enquete são dos mais variados. “No final o povo que sai perdendo”, disse a leitora Francisca Oliveira opinando que “os empresários vão alegar que o repasse do governo não cobre as despesas médicas” e, assim, passarão a cobrar mais pelos serviços. Para João Dino o resultado pode ser bom desde que haja “planejamento, licitações transparentes e verdadeiras e, também, com ampla consulta ao povo”.
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