Últimas notícias: energia vai subir 27,6% e gasolina 8% em 2015

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O verdadeiro “tarifaço” deve pesar e muito no bolso do brasileiro neste ano. O Banco Central já estimou os aumentos

Brasília. O Banco Central prevê alta nos preços administrados em 2015, que deverão subir, pela nova estimativa, 9,3%. A projeção anterior era de uma alta de 6%. Para 2016, a previsão é de uma alta menor, de 5,1%, quando comparada à estimativa de 5,2%, anterior.

Na ata divulgada ontem, a primeira do ano, o Banco Central mudou a forma como costuma construir o parágrafo que detalha os preços administrados e passou a inserir explicações para algumas projeções. Entre as alterações da autoridade monetária, ela voltou a fazer projeções para a gasolina, algo que havia sido retirado de documentos anteriores, em função de polêmicas em torno das perspectivas do BC para os combustíveis.

No fim do mês passado, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) trouxe a informação de que a projeção de alta dos preços administrados deste ano subiu de 6% para 6,2%, enquanto a para 2016, avançou de 4,9%, para 5,2%. Já no Relatório de Mercado Focus, da última segunda-feira, a mediana das estimativas para esses preços em 2015, subiu de 8,20%, para 8,70%, enquanto a mediana para 2016, caiu de 5,90%, para 5,80%.

Itens administrados

Pela primeira vez, o BC apresenta suas projeções abertas para os itens administrados ou monitorados pelo governo de 2015. De acordo com a ata, a tarifa de energia elétrica vai sofrer um reajuste de 27,6% este ano – as expectativas para esse insumo em 2014 passaram por seis revisões consecutivas até o fechamento do ano. No caso de telefonia fixa, a previsão da diretoria do BC é de uma alta de 0,6%, em 2015.

Para formar seu cenário para os preços administrados, o BC informou que levou em conta hipótese de elevação de 8%, no preço da gasolina. Até a ata da reunião anterior do Copom, a instituição limitava-se a relatar a variação desses itens dentro de um limite de tempo.

O BC ainda explicou no documento que a alta da gasolina é reflexo de incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e da PIS/Cofins. Disse ainda que no caso da energia, a projeção se explica devido ao repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)

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