Impeachment é aprovado no Senado por 61 votos a 20; não houve abstenções

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O Globo – Brasília
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Após seis dias de julgamento, com intensos debates e ânimos exaltados, a presidente Dilma Rousseff foi afastada definitivamente pelo Senado por 61 votos a 20 do cargo de presidente da República nesta quarta-feira. Em uma sessão de julgamento histórica, o impeachment foi consumado nove meses depois de o então presidente da Câmara, o hoje deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter iniciado o processo na Casa. A petista já anunciou, no entanto, que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, nove ex-ministros de Dilma votaram no julgamento final do Impeachment. A maioria decidiu pela cassação do mandato de sua ex-aliada.
Os ex-ministros de Dilma que votaram a favor do impeachment foram Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Eduardo Braga (PMDB-AM), Marta Suplicy (PMDB-SP), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Eduardo Lopes (PRB-RJ) e Edison Lobão (PMDB-MA). Já Armando Monteiro (PTB-PE), Kátia Abreu (PMDB-TO) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) votaram contra o afastamento definitivo de Dilma.
No entendimento da maioria dos senadores, Dilma cometeu crime de responsabilidade contra a lei orçamentária ao atrasar repasses do governo a bancos públicos, o que ficou conhecido como “pedaladas fiscais”, e editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso. Numa vitória dos aliados de Dilma, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, aceitou o destaque apresentado para votação em separado da inabilitação da petista ou não para cargos públicos por oito anos, o que ocorrerá a seguir.
Dilma é a segunda presidente eleita após a redemocratização do país a não concluir seu mandato. O primeiro foi o hoje senador Fernando Collor de Mello, em 1992. Primeira mulher a ocupar o mais alto cargo político do país, Dilma assumiu a Presidência, em seu primeiro mandato, no dia 1º de janeiro de 2011 sem nunca ter concorrido antes a uma eleição. Em 2014, foi reeleita com uma diferença de 3,3%, ou seja, de 3,5 milhões de votos, em uma disputa acirrada. Durante seu segundo mandato, Dilma enfrentou dificuldades políticas, em meio à crise econômica, à queda de sua popularidade e a escândalos de corrupção envolvendo integrantes de seu governo.
Com o impeachment, Dilma também perde o foro privilegiado. A petista é alvo de investigação no STF por obstrução de Justiça, em caso no qual ela não é ré. Com seu afastamento definitivo da Presidência, seu caso deve seguir para a análise da primeira instância.

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